quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

CREN - Centro de Recuperação e Educação Nutricional

CREN - Centro de Recuperação e Educação Nutricional Em 1993, contando com financiamento do governo italiano e da Fundação AVSI, sediada na Itália, foi implantada em São Paulo a primeira unidade CREN - Centro de Recuperação e Educação Nutricional, voltada à assistência em saúde, educação nutricional e qualificação de recursos humanos para o atendimento de crianças e adolescentes com desnutrição e o acompanhamento de suas famílias. A Salus Paulista tem por missão promover saúde, educação, cultura e assistência social, combatendo a desnutrição infantil e a pobreza. Produzir conhecimento e formar recursos humanos, promovendo o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Ajude a fortalecer a tradição do povo Kamayurá - programa de doação para microprojetos -

domingo, 20 de março de 2011

Mercado Central de Porto Velho



Na história do nascimento de toda cidade certas coisas são imprescindíveis para a segurança e bem estar das pessoas e, de maneira geral, para assegurar o crescimento do povoado.

Entre as necessidades primeiras de um povoado podemos citar: a delegacia, o cartório, a igreja, o juiz, a padaria e um mercado, onde o cidadão encontra, em um só lugar, os gêneros de primeira necessidade para a sua subsistência.

Porto Velho, que nasceu com as primeiras construções do parque ferroviário da Madeira-Mamoré, em 1908, não tinha problemas de alimentação, pois, os gêneros de primeira necessidade eram adquiridos pelos americanos na "Comissary", que também tinha à disposição dos fregueses mercadorias importadas da Europa e dos Estados Unidos.

A construção do parque ferroviário exigiu a contratação de funcionários especializados, como carpinteiros, ferreiros, soldadores, mecânicos e principalmente braçais. Esses funcionários, por necessidade de ficarem próximos do local do trabalho, foram se fixando em volta do parque ferroviário, como no caso dos "barbadianos" que se localizaram no Alto do Bode.

A partir daí e, principalmente depois da construção da ferrovia, em 1912, a população de Santo Antônio do Rio Madeira foi, gradativamente, se transferindo para Porto Velho, obrigando os americanos a criarem a "linha divisória" como forma de preservar a área das instalações ferroviárias e a privacidade dos seus administradores.

Com o surgimento do povoado nasceu a necessidade de um local certo para a venda de carne, comprada nas embarcações e peixes pescados no rio Madeira.

Antônio Cantanhede informa que o primeiro estabelecimento para suprir essas necessidades foi construído, com permissão dos americanos, por um barbadiano que levantou uma barraca coberta de palha nas imediações do porto de desembarque, onde vendia carnes, bebidas e víveres em pequena escala.

O ponto foi adquirido pelo senhor Felix Campos que o cobriu de zinco e funcionou como mercearia, botequim e mercado, até ser transferido para um barracão de zinco de propriedade da Companhia ferroviária, edificado na área da praça Mal. Rondon, passando a ser administrado pelo senhor José Pontes.

Com a criação do município de Porto Velho, em 2 de outubro de 1914, o Major Fernando Guapindaia de Souza Brejense, primeiro Superintendente de Porto Velho, em obediência à Lei Municipal nº 4, de 9 de março de 1915, construiu e inaugurou em 28 de julho daquele ano, o primeiro mercado municipal da cidade.

O Doutor Joaquim Augusto Tanajura que substituiu o Major Guapindaia em 1 de janeiro de 1917, mandou demolir o prédio alegando a necessidade de se construir um prédio de grande porte. O Doutor Tanajura não conseguiu realizar o seu intento porque o seu gesto desagradou o povo que lhe negou apoio.

O Superintendente Tanajura buscou apoio financeiro junto ao governo do Amazonas tendo conseguido autorização através da Lei nº 903, de 31 de agosto de 1917, que autorizava o município a contrair um empréstimo no valor de (Rs.300.000.000) trezentos contos de réis.

Com esses recursos Doutor Tanajura iniciou as obras de construção do mercado não conseguindo, porém, ir além dos alicerces.

Ao assumir pela segunda vez, em 1923, a Superintendência do município, Doutor Tanajura tentou cumprir a Lei 162, de 19 de outubro daquele ano e, mais uma vez, por unanimidade, o apoio popular lhe foi negado.

Dez anos depois, na administração do senhor Francisco Pinto Coelho, que durou apenas oito meses, os trabalhos de construção do prédio foram retomados, mas muito pouca coisa foi feita.

Vários Superintendentes e Prefeitos deram a sua parcela de colaboração para que o Mercado Municipal fosse construído, entre eles Boemundo Álvares Afonso, Mario Monteiro, Carlos Costa e Dr. Celso Pinheiro, cujos esforços não conseguiram ir além da cobertura do prédio.

Somente na administração do Prefeito Ruy Brasil Cantanhede, iniciada em junho de 1948, as obras de construção do Mercado Municipal tomaram novo impulso e, quatro anos depois, em 12 de junho de 1950, o prédio foi finalmente inaugurado.

O Mercado Público Municipal funcionou normalmente até o ano de 1966, quando um incêndio (segundo alguns, criminoso) destruiu a metade do prédio cujo terreno, não se sabe como, caiu nas mãos de particulares que construíram ali o edifício Rio Madeira, e tentaram a todo custo grilar o restante da área, o que não aconteceu devido a persistência do Empresário Zizi que não abandonou o local.



O prédio possuía quatro portas de entrada, na parte central de cada lado do prédio: para os lados Norte, Sul, Leste e Oeste. Na porta da parte Sul foi afixada uma placa comemorativa com a seguinte inscrição:

1915 – 1923
Iniciado nas Administrações
Major F. Guapindaia de S. Brejense e Dr. Joaquim Augusto Tanajura

1950
Concluído na Administração
Dr. Ruy Brasil Cantanhede


SEGUE ABAIXO UM CROQUI DO "MERCADO CENTRAL DE PORTO VELHO"




O pé direito da construção era em torno de 6 metros e o prédio era circundado por uma calçada de aproximadamente 3m de largura. No lado Sul a calçada possuía 3 degraus, bem como esse lado do prédio que também fora construído sobre mais 3 degraus para compensar o declive do terreno.

Nas laterais Norte e Sul, excluídas as duas portas de entrada, havia 14 portas em cada lado e, nas laterais Leste e Oeste, excluídas as portas de entrada, havia 18 portas em cada lado, além de uma porta em cada canto do prédio (que era chanfrado), num total de 68 portas.

As portas laterais e dos cantos totalizando 68 portas, correspondiam aos 32 "boxes" comerciais com abertura para o exterior, tendo cada box o tamanho aproximado de 6m x 6m (36m²) e duas portas cada boxe, devendo ser considerado que os boxes dos cantos tinham 3 portas.

O interior da construção era composto de uma grande área coberta, cortada por dois corredores que se cruzavam no centro do prédio dividindo-o em 4 partes e fazendo a ligação entre as portas de entrada.

Das quatro áreas internas, três eram destinadas à venda de verduras, comidas e mercadorias em geral. A outra parte era destinada à comercialização de carnes e peixes.

Histórico do primeiro mercado público municipal de Porto Velho.
(Antônio Cândido da Silva - Professor, Escritor, Pesquisador e Poeta)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Epístola aos Persas (Vinícius Miguel)



Quando acordei assustado, temendo ler seus recados não escritos e tão claros, não busquei o portal que conduziria à fuga. Já percebia, há segundos, o erro que gotejava sobre minha alma. Lamentei não ter conduzido meus lábios em direção aos teus naquelas noites de julho. Condenei-me a noites sem sono, sob o tormento da culpa e, desesperado, atirei meu corpo ao inferno quando vi, no alvorecer de agosto, outro ao seu lado.
-
Caíram as folhas de setembro, e o tempo me concedeu algum conforto, embora não sem amedrontar-me com tua visão em períodos inexplicavelmente longos.
Busquei refúgio sob a manta fúnebre da solidão. Com a aparência enganadora de homem feliz, ressurgi. Enganei a todos sem nenhum pudor. Mas custei a acreditar que enganei até você. Logo o senhor, que conhecera todos os meus medos e desconfortos... Silenciei minha dignidade, mas não pude me incriminar e revelar que te amara!
-
E que paixão mais covarde era esta? Que amor estranho que se ocultava nas alcovas do silêncio, jamais encarando o brilho de seus olhares? Mas quem falou foi você. Por opção, concluiu a frase com meu nome. Mas uma possibilidade inesperada surgiu e quem traiu os sentimentos encerrados no próprio peito foi você!
-
E então, você me beijou. E este beijo, breve e confuso, e que prometemos manter em segredo, foi a síntese de tudo que eu poderia querer. A própria Perfeição se curvaria e, prostrada, louvaria sua essência! E deste modo que me senti. E no entanto, embora tenha te procurado, foi você que nunca mais falou.
-
Diante de tantas questões e indagações nunca respondidas, você desapareceu.
E não que eu tenha encerrado as dúvidas, mas você as recolocou. O Destino, em um lance amaldiçoado de dados, assim determinou: você nunca me respondeu...
Ainda que você nunca tenha me contado, eu preciso, mesmo que agora já seja o crepúsculo de nosso romance nunca iniciado... Dentro de todas as possibilidades existentes, eu verdadeiramente amei você.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

(In)Significantes


Era um dia de Setembro de 2009, fazia calor e todos estavam com sede na fila de espera para atendimento no setor de qualidade da empresa Human Nature & Corporative; me dirigi à recepcionista de tal ambiente e perguntei:
- Por favor senhorita, onde eu posso beber um pouco d'água?
- Pois não? O senhor quer saber o que mesmo héin?

Me detive com pensamentos internos com a seguinte resposta "quero saber se sua cara de mulher rampeira é de nascença ou foi adquirida com o meio".

- Onde posso beber um pouco d'água?
- Ah sim, só um momento ... qual o número de sua ficha?
- 1735!

Ela então apertou o interfone ao seu lado e exclamou:

- Atenção senhor Paulo, o 1735 está indo ao seu encontro para você levá-lo à copa ok? Ele quer beber água.
- Ok! Entendido senhorita Laura!(respondeu o senhor Paulo).

Não sou um número, apenas números, odeio matemática. Nunca me sentí tão coisificado e insignificante apesar de eu estar sendo (naquele momento)significado por números ... 1735!

Já pensou? Meus pais ouvindo isso? Logo eles que com tanto carinho escolheram meu nome: Artur de Bragança.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Molduras

Quando tudo parece resolvido, sempre há intermitências nas coisas que fazem o "tudo resolvido" apenas se compactar como meio processo resolvido. Estou terminando uma etapa de estudos, porém, outras continuam com maior rigor do que a anterior.

I Pergunta: Por que vivemos?

Talvez quando deixarmos de existir enquanto concepção humana de "vivo", teremos tal resposta ... mas para que importa isso se preciso ler livros e textos avulsos para cumprir obrigações intelectuais e temporais? Para que importa saber da razão e funcão da existência humana se amanhã de manhã bem cedo terei que comprar pão para o breakfast de minha familia?

II Pergunta: Para onde vamos?

Tão mais enigmático do que saber por que estamos nessa jornada da vida é saber o pós vida terrena, de certa maneira muitos creêm na vida eterna da alma que perpassa por campos de realidades diversos. Mas para que saber com tanto afinco do amanhã (nesse caso da pós vida terrena) se ainda hoje tenho regras de conduta a cumprir como por exemplo escovar os dentes e quem sabe antes disso não recebo uma ligação dos povos da floresta de Rondônia convidando minha pessoa para realizar técnicas corporais.

III Pergunta: Por que perguntamos tanto?

Está aí uma característica inata ou nata do ser humano, sabe não sabendo, muitos filósofos já propagaram que o homem nasce sabendo e que precisa apenas de experiências para lembrar o que já sabia(informação adquirida no plano de existência anterior à este plano terreno). Questionamentos são deveras necessários e adequados e salvígicos. Já pensou em tantas situações em que um simples perguntar já salvou a pátria da sua vida? Ok, compreende, de modo que cansei.

O que não são os pássaros e seus cantares né Brasil? video

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Encantadora leveza do peso


Até uma pena pesa, alguma coisa de anormal nisso? Não, mas normal é minha fraqueza.

terça-feira, 17 de março de 2009

Adversários primários


Manter o bom humor e fazer jus a fama de redentor é phoda. Desde criança aprendí a não reclamar e apenas aceitar as imposições perfeitas da vida, logo, não havia do que reclamar ou lamuriar. Na verdade muitas vezes queria me privar dos prazeres dos campos, rios, brinquedos e amor ... mas não conseguí e isso foi bom. Lembro que sempre fui amado e amante. Minha família foi e sempre será harmônica em meio as nuances pedagógicas que a vida nos proporciona. Obrigado, obrigado, obrigado. Assim como a chuva de néctar da verdade recai sobre as sombras leves do coração, será o meu ecoar de gratidão pela Rondônia querida que me acolheu em meu nascimento regional.

Under the iron sea ... eu acalmo os pensamentos no azul das lembranças e do esquecimento, é justo e necessário, nosso dever e salvação.



Até breve vida breve, amo meus amores, desde às crianças mais pequeninas dos colos queridos aos meus velhos templários Dona Dora e Senhor Campos. Longe é o lugar que não existe e por isso gosto de ficar perto das pessoas que amo, não sou besta, não sou um deus.